Bloodbath
"Ile is my strength. There's no one I admire more than her. She has so much strength inside, ever since we were kids. It was wonderful seeing how far she had gotten today! I'm immensely proud! And Isa, my sweet little Isa... She is the one that makes me complete. Our personalities are completely different, just as they are the same. I don't know where is her start or my ending. I cannot imagine life without feeling her little heart beating against mine. I mean it, literally."
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”  —Onde está o diretor disso aqui? —perguntou a moça, repleta de veneno e desprezo na voz. 
      Fils de pute, fils de pute, fils de pute, fils de pute…
       Eu estava prestes a ter um colapso nervoso encarando as formas nojentas e sujas daquelas pessoas. Minha vontade era de adentrar suas mentes e torturá-los, um por um, até que não restasse mais qualquer indício de sanidade em seus seres. Porém, eu não podia me revelar dessa forma. Não era como se eu não estivesse sendo caçada por eles.
       —Estou aqui, Moira. —ecoou a voz forte de Hans, enquanto cheio de seriedade, dirigia-se a passos rápidos até metade do refeitório. A tal Moira, que eu preferia chamar de vadia ruiva, levantou com os olhos estreitados e foi ao seu encontro, parando a uma distância segura dele, em um sinal de respeito mútuo.”

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”  —Onde está o diretor disso aqui? —perguntou a moça, repleta de veneno e desprezo na voz.

      Fils de pute, fils de pute, fils de pute, fils de pute…

       Eu estava prestes a ter um colapso nervoso encarando as formas nojentas e sujas daquelas pessoas. Minha vontade era de adentrar suas mentes e torturá-los, um por um, até que não restasse mais qualquer indício de sanidade em seus seres. Porém, eu não podia me revelar dessa forma. Não era como se eu não estivesse sendo caçada por eles.

       —Estou aqui, Moira. —ecoou a voz forte de Hans, enquanto cheio de seriedade, dirigia-se a passos rápidos até metade do refeitório. A tal Moira, que eu preferia chamar de vadia ruiva, levantou com os olhos estreitados e foi ao seu encontro, parando a uma distância segura dele, em um sinal de respeito mútuo.”






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       ”Repentinamente, em meio aos gritos, estampidos e estranhos sons dos demônios, uma voz muito mais forte pode ser ouvida. Tinha um caráter reptiliano e tão poderoso quanto o de uma criatura jurássica. Eu já a havia escutado urrar, mas não daquela forma. Aquela voz estava repleta de dor, desespero e até mesmo medo. Encarei Ilse por um segundo, antes que ambas olhássemos para os céus, onde Sophie e Hadassa estavam. Ali, tive a certeza.

        O majestoso dragão havia sido atingido.”






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"      Os sons não cessavam. Apenas aumentavam e tornavam-se uma eterna sinfonia de tortura psicológica. Pobre da garota que estivesse escutando-as.       Pobre da minha irmã que havia se tornado…isso.       Fechei os olhos, batendo a porta, gritando em minha mente o mais alto e forte que podia.      — Para, Mimi! Por favor, chega!       E funcionou.       Não tinha mais vozes ou energia…       Era ela…de verdade. Apenas ela me escutaria assim. No entanto, o que fazia era…        Oh, Mimi. Eu ainda vou te salvar. E aí sim ficaremos juntas. Para sempre…”
                                                                Capítulo Extra.

"      Os sons não cessavam. Apenas aumentavam e tornavam-se uma eterna sinfonia de tortura psicológica. Pobre da garota que estivesse escutando-as.
       Pobre da minha irmã que havia se tornado…isso.
       Fechei os olhos, batendo a porta, gritando em minha mente o mais alto e forte que podia.
      — Para, Mimi! Por favor, chega!
       E funcionou.
       Não tinha mais vozes ou energia…
       Era ela…de verdade. Apenas ela me escutaria assim. No entanto, o que fazia era…
        Oh, Mimi. Eu ainda vou te salvar. E aí sim ficaremos juntas. Para sempre…”

                                                                Capítulo Extra.






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”      É um tanto surreal pensar que há vezes que nem mesmo um sucúbo sabe se está em um sonho ou não, mas acontecia. Lembrava-me imensamente do período em que estive presa naquele terrível manicômio, antes de saber o que era verdadeiro ou não.       Em meio a escuridão, era possível avistar uma enorme criatura. Devia ter uns três metros de altura. Seu corpo lembrava a silhueta de um coelho, ou melhor, alguém fantasiado de coelho. Mas não era um animalzinho gracioso como estes pequenos roedores são.      Não. Seu rosto tinha um formato bizarro, cadavérico. Enormes dentes parecidos com o de humanos, mas super crescidos, saltavam para fora da boca. E os olhos não tinham pupilas, enquanto que o direito brilhava no escuro.      Eu me aproximava do animal, ou pessoa, e tentava estabelecer algum tipo de contato com a criatura. Ele apenas acenava com a cabeça, encarando-me com aqueles olhos esbranquiçados, desprovidos de pupila.      - Porque utilizas este traje, ridículo, de coelho? - indaguei, provocando-o.      - Porque utilizas este traje, ridículo, de vilã? - respondeu, apenas. Estremeci.      - Como é?      - Você não era assim… - mordisquei o lábio inferior, saltando em cima da criatura, derrubando-o no chão, imediatamente puxando a máscara de roedor.      A minha frente, aparecia a imagem de Isabelle. Mas ela não pronunciava mais qualquer palavra. Sua figura, inerte.      Morta.      - Isa…Isa… - desesperada, enfiei a máscara em seu rosto novamente, tentando trazê-la de volta. Mesmo que tivesse de encarar aquela face horrenda, se minha Isabelle estivesse ali dentro, nada iria importar.      Mas a criatura não tornou a se mover.  
      E eu acordei aos gritos novamente.” 
                                                                      Blood x Donnie Darko.

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”      É um tanto surreal pensar que há vezes que nem mesmo um sucúbo sabe se está em um sonho ou não, mas acontecia. Lembrava-me imensamente do período em que estive presa naquele terrível manicômio, antes de saber o que era verdadeiro ou não. 
      Em meio a escuridão, era possível avistar uma enorme criatura. Devia ter uns três metros de altura. Seu corpo lembrava a silhueta de um coelho, ou melhor, alguém fantasiado de coelho. Mas não era um animalzinho gracioso como estes pequenos roedores são.
      Não. Seu rosto tinha um formato bizarro, cadavérico. Enormes dentes parecidos com o de humanos, mas super crescidos, saltavam para fora da boca. E os olhos não tinham pupilas, enquanto que o direito brilhava no escuro.
      Eu me aproximava do animal, ou pessoa, e tentava estabelecer algum tipo de contato com a criatura. Ele apenas acenava com a cabeça, encarando-me com aqueles olhos esbranquiçados, desprovidos de pupila.
      - Porque utilizas este traje, ridículo, de coelho? - indaguei, provocando-o.
      - Porque utilizas este traje, ridículo, de vilã? - respondeu, apenas. Estremeci.
      - Como é?
      - Você não era assim… - mordisquei o lábio inferior, saltando em cima da criatura, derrubando-o no chão, imediatamente puxando a máscara de roedor.
      A minha frente, aparecia a imagem de Isabelle. Mas ela não pronunciava mais qualquer palavra. Sua figura, inerte.
      Morta. 
     - Isa…Isa… - desesperada, enfiei a máscara em seu rosto novamente, tentando trazê-la de volta. Mesmo que tivesse de encarar aquela face horrenda, se minha Isabelle estivesse ali dentro, nada iria importar.
      Mas a criatura não tornou a se mover.
 

      E eu acordei aos gritos novamente.”
 

                                                                      Blood x Donnie Darko.






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This one is specially for her.
  “Eu a acordava com beijos carinhosos por seu rosto, se fosse qualquer outra pessoa, ela provavelmente iria esmurrar ou empurrar pra longe, mas comigo, apenas agarrava e tentava me segurar ali, para que pudesse permanecer dormindo por um pouco mais de tempo. Mesmo porque, ela sabia o que eu queria e parecia com certa preguiça de fazê-lo.        —Soo… —chamei docemente, me enlançando nela como um gato.  Ela abriu os olhos, encarando-me.       —Não faz essa cara, Hadassa, por favor… —pediu. Continuei a lhe encarar com a expressão de cachorro que caiu da mudança até que finalmente se convencesse.        —Por favooor! É sábado! A gente tem bastante tempo pra se divertir. E…você sabe como eu amo voar com você…        —E você sabe como eu morro de medo de te derrubar de lá de cima.        —Sophie, nós nos conhecemos há três anos. Quantas vezes você me derrubou, hein? —ela permaneceu calada, já sabendo a resposta. Ora, se eu não confiasse o suficiente, jamais pediria pra fazer algo tão “perigoso”! Mas eu confiava, com a minha vida. E mesmo que ainda não tivéssemos dito aquelas três palavras tão especiais, eu sabia que ela se importava o suficiente para não me deixar cair…      —Hadassa…      —Diga a verdade, você não tem resposta! —ela bufou, então saltei da cama, alegremente, esperando que a magia acontecesse.       Ergueu os braços ao lado do corpo, fechando os olhos e se concentrando por um instante. Pouco a pouco, sua pele era substituída por enormes penas negras, revestindo a mesma estrutura óssea que uma ave de rapina possuía, mas do tamanho de seu braço humano. O resto de seu corpo, permanecia igual, aparentemente, mas eu sabia que o interior, naquele momento, era como o de um pássaro, para poder sustentá-la no ar mesmo que não estivesse completamente transformada em um.       Minha namorada tinha a habilidade mais legal do mundo!       —Vamos, suba nas minhas costas.        Ela não precisou falar duas vezes para que eu o fizesse, cuidadosamente. E juntas, pulamos a janela, abraçando a liberdade dos céus.
       Não podia existir uma sensação mais gostosa no mundo! Nós podíamos caminhar pelos céus, como se fôssemos rainhas deles, eu me agarrava à barriga de Sophie, mas não tinha medo. Tudo era tão…incrivelmente maravilhoso de lá de cima. E mesmo que relutasse em me trazer ali, eu sabia o quanto ela gostava de desfrutar da liberdade comigo. Nós ríamos, brincávamos. E as vezes, ela fingia que havia perdido o controle por um segundo, para me assustar.        Mas o que eu mais gostava, era também a coisa da qual ela tinha medo. E a mais divertida.      Deslizava em alta velocidade, em direção ao chão, em queda livre, quase como uma coruja prestes a pegar uma presa, em queda livre. Eu apenas gritava, alegremente, até que ela retomava o controle quando estava bem próxima ao chão e voltava para cima, para repetir o processo até que nos cansássemos. Então, realmente pousaria no chão, cuidadosamente, voltando seus braços para a forma humana. Nós nos jogávamos na grama, observando as nuvens acima, e ela sorria como nenhuma outra pessoa naquela escola havia visto. Acho que nem mesmo Hans.        E foi após uma dessas manhãs, enquanto observávamos as nuvens, que ela repentinamente pegou minha mão, me trazendo de volta à Terra. Encarei-a, esperando encontrar o sorriso típico, mas havia algo de diferente em seu olhar que eu não sabia identificar, então apenas sorri:        —Ooi, So! —ela abafou um risinho e acariciou minha mão, fazendo-me corar por um segundo e parar de sorrir por um segundo, enquanto sentia as batidas do meu coração acelerarem.         —Hadassa, eu…       Oh, meu Deus! Será que ela ia dizer que…?        —Você…? —sorri de leve, colocando uma mão sobre seu rosto. Ela engoliu em seco, desviando o olhar por um segundo, então, me abraçou fortemente, me mantendo próxima a ela. Retornei o gesto, envolvendo o seu corpo menor com os braços.       —Quando a gente tá junta, eu… —cortou a frase, escondendo o rosto em meu pescoço, estremecendo por um segundo. Respirou fundo. —Caramba, porque eu não consigo dizer?  —ouvi-lhe murmurar, mas não comentei nada. Ao invés disso, beijei o topo da sua cabeça.        —Eu sei, eu também…       —Não, é mais que isso. É…eu…         Ela estava realmente tentando dizer…aquilo. Perceber isso fez meu interior se revirar, carregado de ansiedade, uma alegria inconstável. E a total certeza que sentia o mesmo.       —Você…?
        —Tá, chega disso. —respirou fundo e me encarou novamente, agora carregada de coragem no olhar. —Eu te amo, Hadassa. De verdade…         Minha resposta foi rolar para cima dela, beijando-lhe todo o rosto, enquanto brincava com meu nariz em seu pescoço, fazendo cócegas.          —Eu também te amo, bobinha. Você não precisa ter medo de me dizer isso.         —Obrigada. —foi a última coisa que disse, antes de colar os lábios nos meus.”

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This one is specially for her.

  “Eu a acordava com beijos carinhosos por seu rosto, se fosse qualquer outra pessoa, ela provavelmente iria esmurrar ou empurrar pra longe, mas comigo, apenas agarrava e tentava me segurar ali, para que pudesse permanecer dormindo por um pouco mais de tempo. Mesmo porque, ela sabia o que eu queria e parecia com certa preguiça de fazê-lo.
       —Soo… —chamei docemente, me enlançando nela como um gato.  Ela abriu os olhos, encarando-me.
      —Não faz essa cara, Hadassa, por favor… —pediu. Continuei a lhe encarar com a expressão de cachorro que caiu da mudança até que finalmente se convencesse.
       —Por favooor! É sábado! A gente tem bastante tempo pra se divertir. E…você sabe como eu amo voar com você…
       —E você sabe como eu morro de medo de te derrubar de lá de cima.
       —Sophie, nós nos conhecemos há três anos. Quantas vezes você me derrubou, hein? —ela permaneceu calada, já sabendo a resposta. Ora, se eu não confiasse o suficiente, jamais pediria pra fazer algo tão “perigoso”! Mas eu confiava, com a minha vida. E mesmo que ainda não tivéssemos dito aquelas três palavras tão especiais, eu sabia que ela se importava o suficiente para não me deixar cair…
     —Hadassa…
     —Diga a verdade, você não tem resposta! —ela bufou, então saltei da cama, alegremente, esperando que a magia acontecesse.
      Ergueu os braços ao lado do corpo, fechando os olhos e se concentrando por um instante. Pouco a pouco, sua pele era substituída por enormes penas negras, revestindo a mesma estrutura óssea que uma ave de rapina possuía, mas do tamanho de seu braço humano. O resto de seu corpo, permanecia igual, aparentemente, mas eu sabia que o interior, naquele momento, era como o de um pássaro, para poder sustentá-la no ar mesmo que não estivesse completamente transformada em um.
      Minha namorada tinha a habilidade mais legal do mundo!
      —Vamos, suba nas minhas costas.
      Ela não precisou falar duas vezes para que eu o fizesse, cuidadosamente. E juntas, pulamos a janela, abraçando a liberdade dos céus.

       Não podia existir uma sensação mais gostosa no mundo! Nós podíamos caminhar pelos céus, como se fôssemos rainhas deles, eu me agarrava à barriga de Sophie, mas não tinha medo. Tudo era tão…incrivelmente maravilhoso de lá de cima. E mesmo que relutasse em me trazer ali, eu sabia o quanto ela gostava de desfrutar da liberdade comigo. Nós ríamos, brincávamos. E as vezes, ela fingia que havia perdido o controle por um segundo, para me assustar.
      Mas o que eu mais gostava, era também a coisa da qual ela tinha medo. E a mais divertida.

     Deslizava em alta velocidade, em direção ao chão, em queda livre, quase como uma coruja prestes a pegar uma presa, em queda livre. Eu apenas gritava, alegremente, até que ela retomava o controle quando estava bem próxima ao chão e voltava para cima, para repetir o processo até que nos cansássemos. Então, realmente pousaria no chão, cuidadosamente, voltando seus braços para a forma humana. Nós nos jogávamos na grama, observando as nuvens acima, e ela sorria como nenhuma outra pessoa naquela escola havia visto. Acho que nem mesmo Hans.
       E foi após uma dessas manhãs, enquanto observávamos as nuvens, que ela repentinamente pegou minha mão, me trazendo de volta à Terra. Encarei-a, esperando encontrar o sorriso típico, mas havia algo de diferente em seu olhar que eu não sabia identificar, então apenas sorri:
       —Ooi, So! —ela abafou um risinho e acariciou minha mão, fazendo-me corar por um segundo e parar de sorrir por um segundo, enquanto sentia as batidas do meu coração acelerarem.
       —Hadassa, eu…
     Oh, meu Deus! Será que ela ia dizer que…?
       —Você…? —sorri de leve, colocando uma mão sobre seu rosto. Ela engoliu em seco, desviando o olhar por um segundo, então, me abraçou fortemente, me mantendo próxima a ela. Retornei o gesto, envolvendo o seu corpo menor com os braços.
      —Quando a gente tá junta, eu… —cortou a frase, escondendo o rosto em meu pescoço, estremecendo por um segundo. Respirou fundo. —Caramba, porque eu não consigo dizer?  —ouvi-lhe murmurar, mas não comentei nada. Ao invés disso, beijei o topo da sua cabeça.
      —Eu sei, eu também…
      —Não, é mais que isso. É…eu…
        Ela estava realmente tentando dizer…aquilo. Perceber isso fez meu interior se revirar, carregado de ansiedade, uma alegria inconstável. E a total certeza que sentia o mesmo.
      —Você…?

        —Tá, chega disso. —respirou fundo e me encarou novamente, agora carregada de coragem no olhar. —Eu te amo, Hadassa. De verdade…
       Minha resposta foi rolar para cima dela, beijando-lhe todo o rosto, enquanto brincava com meu nariz em seu pescoço, fazendo cócegas.
        —Eu também te amo, bobinha. Você não precisa ter medo de me dizer isso.
       —Obrigada. —foi a última coisa que disse, antes de colar os lábios nos meus.”






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”        Havia se passado mais tempo do que eu podia contar. E do que queria. Mas mesmo assim, eu ainda estranhava demasiadamente a sensação de acordar pela manhã, sem ter o seu pequeno corpo próximo ao meu. O que sobrara de humanidade em mim, conseguia apenas lembrar-se como era doce o  odor que vinha de sua delicada pele, o quão prazeroso era quando a primeira coisa que via ao acordar, era seu lindo rosto angelical. E sempre me cumprimentava com um sorriso, recheando aqueles olhos que me encantavam de uma maneira indescritível. Era impossível resistir. E eu teria de abraçá-la e mantê-la comigo na cama, pelo máximo de tempo possível. Não havia muita reclamação de sua parte, pelo contrário, ela dizia “Está bem, Mimi. Eu fico contigo”. E me selava os lábios, com a mesma expressão sutil, o coraçãozinho tão acelerado quanto o meu.  
      Não havia absolutamente nada em meu peito agora. Talvez eu houvesse me acostumado tanto com aquela sensação de praticamente ter dois corações no peito que faltando o de Isabelle, era como se o meu também não existisse. O que não deixava de ser verdade. Éramos uma. Apenas uma. E agora, eu era apenas metade de alguém. Se é que ainda era alguém além da súcubo a assombrar os pesadelos de Lenore Mortenson. Havia vezes que parecia que toda aquela vingança não fazia sentido algum. Perdi as contas de quantas vezes havia chegado a ponto de pegar uma faca para cortar meu próprio pescoço, subir na janela da mais alta torre de meu chateau e observar o chão lá embaixo. Eu não sabia até onde a imortalidade me impedia de cometer suicídio, mas não custaria tentar.    
     Porém, era sempre quando eu estava prestes a prosseguir com tal ato que ouvia claramente a voz doce em minha mente, repetindo os dizeres daquela fatídica noite:     “Sua vida pela minha. Eu sonhei com o ritual, há muito tempo. E decidi que tentaria. Perdoa-me por isso…eu não sabia outra forma de te salvar.”      Ela havia salvo a minha vida. E por isso, eu não podia simplesmente desistir. Era quase como se estivesse esquecendo o sacrifício que meu anjo havia feito por mim. Abandonando-o.         Porque eu havia sido condenada pela imortalidade? Como podia alguém ter um destino tão terrivelmente…vazio? Incompleto?
       Incompleta. Era essa a palavra perfeita para descrever o que e quem eu era sem sua presença.       Engoli em seco, buscando minha motivação novamente. E por mais que tenha sido difícil reencontrá-la, imaginar-me destruindo cada milímetro da sede da Ordem com meu exercito de demônios trouxe certa paz.       Revirei os olhos. E levantei da cama, chamando por Raina em sua mente, para prosseguir com mais um dia de seu treinamento.”
                                           

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”        Havia se passado mais tempo do que eu podia contar. E do que queria. Mas mesmo assim, eu ainda estranhava demasiadamente a sensação de acordar pela manhã, sem ter o seu pequeno corpo próximo ao meu. O que sobrara de humanidade em mim, conseguia apenas lembrar-se como era doce o  odor que vinha de sua delicada pele, o quão prazeroso era quando a primeira coisa que via ao acordar, era seu lindo rosto angelical. E sempre me cumprimentava com um sorriso, recheando aqueles olhos que me encantavam de uma maneira indescritível. Era impossível resistir. E eu teria de abraçá-la e mantê-la comigo na cama, pelo máximo de tempo possível. Não havia muita reclamação de sua parte, pelo contrário, ela dizia “Está bem, Mimi. Eu fico contigo”. E me selava os lábios, com a mesma expressão sutil, o coraçãozinho tão acelerado quanto o meu.
 

      Não havia absolutamente nada em meu peito agora. Talvez eu houvesse me acostumado tanto com aquela sensação de praticamente ter dois corações no peito que faltando o de Isabelle, era como se o meu também não existisse. O que não deixava de ser verdade. Éramos uma. Apenas uma. E agora, eu era apenas metade de alguém. Se é que ainda era alguém além da súcubo a assombrar os pesadelos de Lenore Mortenson. Havia vezes que parecia que toda aquela vingança não fazia sentido algum. Perdi as contas de quantas vezes havia chegado a ponto de pegar uma faca para cortar meu próprio pescoço, subir na janela da mais alta torre de meu chateau e observar o chão lá embaixo. Eu não sabia até onde a imortalidade me impedia de cometer suicídio, mas não custaria tentar.
  

     Porém, era sempre quando eu estava prestes a prosseguir com tal ato que ouvia claramente a voz doce em minha mente, repetindo os dizeres daquela fatídica noite:
    “Sua vida pela minha. Eu sonhei com o ritual, há muito tempo. E decidi que tentaria. Perdoa-me por isso…eu não sabia outra forma de te salvar.”
      Ela havia salvo a minha vida. E por isso, eu não podia simplesmente desistir. Era quase como se estivesse esquecendo o sacrifício que meu anjo havia feito por mim. Abandonando-o.
        Porque eu havia sido condenada pela imortalidade? Como podia alguém ter um destino tão terrivelmente…vazio? Incompleto?

       Incompleta. Era essa a palavra perfeita para descrever o que e quem eu era sem sua presença.
      Engoli em seco, buscando minha motivação novamente. E por mais que tenha sido difícil reencontrá-la, imaginar-me destruindo cada milímetro da sede da Ordem com meu exercito de demônios trouxe certa paz.
      Revirei os olhos. E levantei da cama, chamando por Raina em sua mente, para prosseguir com mais um dia de seu treinamento.”

                                           






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   Naquele lugar, tudo era como um sonho. Havia luzes vindo por todos os lados, de todas as cores. A roda gigante, girando continuamente, enquanto as pessoas riam e conversavam na fila. Mais a frente, havia uma montanha russa, gritos podiam ser escutados desta, era engraçado. Também havia um brinquedo que soltava água ao descer por um planalto, da onde todos saíam encharcados e não parecia a melhor ideia ir nele a noite.
      Havia um carrossel, crianças de todas as idades brincavam alegremente. Era um daqueles clássicos, ornamentado com pequenas esculturas por sua estrutura e enfeitado pelas cores dourado e vermelho. Os cavalos dentro do objeto eram brancos, trajados com nobres celas e alguns acessórios em suas caras, tão nobres quanto cavalos de príncipes.
       Isabelle não tinha mais idade para brincar naquilo, mas mesmo assim, se encantava em ver as crianças felizes, a inocência que reinava naquele local. Não havia qualquer peso em suas costas ou alguma preocupação.
      Sentei-me ao seu lado no banquinho, em frente ao carrossel, enquanto devorava meu algodão doce, eu havia lhe oferecido um, mas ela não quis. Então, apenas segurou minha mão, a que não estava no palitinho do doce.
      —Mimi, podemos ir à roda gigante? —perguntou, sorrindo sutilmente. Meu interior se revirou com aquele olhar. Eu jamais seria capaz de compreender da onde vinha tanta pureza.
      —Mas é claro! —engoli o resto do doce, jogando o palito no lixo e levantei, puxando Isabelle cuidadosamente do banco, levando-a comigo em direção à fila da roda-gigante. No caminho, Matthew e Etoile competiam em uma daquelas barracas onde se atirava para ganhar um bichinho de pelúcia. Franzi o cenho, com uma ideia surgindo em minha mente.
     —Petit, espere! —arrastei-a comigo para a mesma barraca que meus irmãos estavam. Matt se colocando atrás de Ile, ensinando-a como segurar na arma, enquanto ela implicava dizendo que sabia muito bem como fazer aquilo, principalmente pelo fato de ser um brinquedo. Isabelle riu de leve com os dois, enquanto eu apenas pagava ao atendente da barraca e começava a atirar nos ridículos patos de borracha.
       Não consegui na primeira vez, o que foi extremamente irritante. Na verdade, tive de tentar umas cinco, quase acabando com o meu dinheiro, mas eu queria aquele panda enorme de pelúcia para minha irmã e ia consegui-lo!
       E como em qualquer filme clichê, na última tentativa antes de quase arrancar meus próprios cabelos, consegui acertar todos os falsos animais. Nem mesmo o atendente acreditou que alguém havia mesmo realizado tal proeza. Entregou-me a pelúcia, sorrindo, eu o agradeci e virei para Isabelle.

      —Isto é seu! —sorri. Ela arregalou os olhos, levemente corada.
      —M-meu? Mimi! N-não precisava! —mas o sorriso em seu rosto dizia o contrário. Entreguei-lhe o brinquedo e o anjinho o abraçou fortemente.
      —Obrigada! —selou-me os lábios, pegando minha mão novamente para passear pelo parque enquanto carregava o gigante animal de pelúcia com a outra. Era impossível esconder o turbilhão de alegres sentimentos que me invadiam por fazê-la feliz daquela forma. E era nisso que estava pensando quando finalmente chegamos à fila da roda-gigante.

      Se eu pensava que aquele lugar não podia ficar ainda mais belo, estava enganada. De cima, as luzes pareciam ainda mais fortes, em contraste com o céu noturno. Ainda mais magnífico era o modo como Isabelle parecia ainda mais linda naquelas luzes. Talvez fosse a fascinação em seu olhar, por tudo o que estava em volta. Ela se agarrava ao panda de pelúcia, próxima ao vidro, encantada com a visão panorâmica do parque. E eu não conseguia me encantar com nenhuma outra coisa além dela.
      Toquei sua mão de leve, fazendo com que virasse para mim. Recebi um sorriso que foi logo retribuído.
      —Mimi…merci  por me trazer aqui…
      —Você não precisa agradecer. Ver essa alegria nos seus olhos é o melhor presente que eu poderia receber…
      Ela me puxou para si, colocando o panda ao seu lado no banco e me abraçando com força. Estávamos paradas no topo agora e foi nesse exato momento que nossos lábios se encontraram. Era impressionante como Isabelle sempre era aquela a me surpreender com um beijo roubado. E eu não tinha absolutamente nenhuma outra escolha além de me entregar a sua delicadeza e sutileza, aproveitando cada instante que eu tinha com o meu anjo particular.
      —Juntas pra sempre —sussurrou.
      —Além do fim, pequena…


                                          Blood, capítulo extra, Universo Alternativo.






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    “— E…eu sinto sua falta – eu odiava os momentos em que aqueles olhos castanhos me encaravam intensamente. Era como se estivesse meramente próxima a me afundar neles e me apaixonar por Matthew. – Digo…de vocês três.
       Apenas quando se afastou que reparei o quão próximas nossas faces haviam estado e imediatamente amaldiçoei-me por tê-lo permitido. Eu poderia ter, de fato, me apaixonado por Matt. Desde aquele primeiro momento em que havia nos mostrado o colégio, mas não. Poderia me remoer constantemente ao vê-lo com outras pessoas, mas era a melhor maneira. Ele merecia…mais do que eu. Matthew, acima de todos, não era alguém que eu podia correr o risco de ferir. Apenas o meu medo de perder sua amizade que me punha absolutamente insana, quando haviam outras mulheres envolvidas.”
                                                      Blood, Segunda Parte , página 49.

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    “— E…eu sinto sua falta – eu odiava os momentos em que aqueles olhos castanhos me encaravam intensamente. Era como se estivesse meramente próxima a me afundar neles e me apaixonar por Matthew. – Digo…de vocês três.

       Apenas quando se afastou que reparei o quão próximas nossas faces haviam estado e imediatamente amaldiçoei-me por tê-lo permitido. Eu poderia ter, de fato, me apaixonado por Matt. Desde aquele primeiro momento em que havia nos mostrado o colégio, mas não. Poderia me remoer constantemente ao vê-lo com outras pessoas, mas era a melhor maneira. Ele merecia…mais do que eu. Matthew, acima de todos, não era alguém que eu podia correr o risco de ferir. Apenas o meu medo de perder sua amizade que me punha absolutamente insana, quando haviam outras mulheres envolvidas.”

                                                      Blood, Segunda Parte , página 49.